segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cume no Morro da Mina

visão geral da parede

     Foi tanta investida nesta parede, comparada a outras indiadas, que não sei por onde começar. Então, vou começar mais da frente, se for do começo é história demais. Vou falar sobre a via, desde a hora que tirei os pés do chão.
Iniciei a 1ª cordada em artificial de rebites por 25m até chegar no início da fenda, inicio do maior e mais lindo diedro vertical que ví  ao vivo até hoje.
1ª enfiada, 25m em artificial A1


Quem continuou a 2ª enfiada que foi até embaixo de um grande teto foi o Sapo, escalada linda e com seus riscos, lances em blocos soltos e sem proteção antes chegar na segunda parada.

2ª enfiada 45m VIIb E2



A 3ª cordada acredito ser a mais forte psicológicamente, sabendo como é, não dá coragem de repetir. Uma sequência negativa em agarras sem proteção por um longo trecho e virando 2 tetinhos, se cair vai direto na parada, fator 2 com fator de queda na parada. O Sapo tirou de letra esses lances, mas diz ele que não sabe se é um 4º ou um 7º grau, passou adrenado procurando alguma coisa pra proteger, muita pedra quebrando neste trecho.
 A 4ª cordada alivia o fator da exposição, outra virada de teto, mais uns metros e chega num platô que dá pra sentar legal, a única parada que ficou em móvel da via. Para a repetição é obrigatório deixar uma corda fixa na P2, passa pela P3 e vai até a P4 com um móvel para conseguir voltar para as paradas no rapel.

3ª enfiada ??? 15m E3

jumariando a 3ª enfiada
 Todo esse trecho entre a 1ª parada da via até a 4ª parada foi conquistado pelo Sapo com seg do Renato, enquato eu arrumava o acampamento para a pernoite. Nesta noite o bixo pegou, a previsão era melhora no tempo, mas não foi o que aconteceu lá, a chuva nos castigou durante toda a noite, a parede ficou enxarcada nos metros finais e tivemos que abandonar a empreitada com nossos equipamentos a 100m do chão.
Uma semana depois voltamos para a parede, novamente com chuva. Aliás, choveu em todas as investidas.
Com 100m de corda fixa eu e o Sapo iniciamos a escalada já tarde, para uma investida na serra, por causa da chuva. A idéia era dormir na parede para não ter que subir pela corda em parede negativa por mais de 100m novamente. Iniciei a 5º enfiada num diedro muito lindo, olhava para baixo e via 30m de diedro e depois a base da via 100m depois do fim do diedro, muito bom para o psicológico a sensação de exposição, kkkkkkk. No final destes 30m de diedro encontrei o que mais sonhava, um platô confortável. Foram 125m de via com paradas aéreas, viradas de tetos, cordas soltas balançando, blocos que se soltavam e nem batia na parede, ia direto pro chão... Mas aliviou chegar a um platô confortável como aquele.
 Neste meio tempo chega o Renato na base da via e inicia a ascenção e os trabalhos tracionando cargas para a pernoite, já era final de tarde e praticamente todo o trabalho foi com as lanternas de cabeça, sobe e desce, puxa hall-bag e tudo pronto as 9:30hs da noite. A noite foi bem confortável, pelo menos pra mim, mesmo com chuva, o platô é protegido.
içando cargas

fazendo a seg do platô onde pernoitamos

Amanheceu e o Renato assumiu a ponta da corda, neste trecho tivemos um desconforto. Já na saída do platô tinha que virar um teto e pegar um trecho em trepa mato, perdemos a visão do Renato, tranquilo, mas logo depois, com menos de 15m na enfiada, perdemos todo o contato. Ele escalou 30m e parou, ouvimos alguns gritos, não sabíamos se estava numa parada móvel, se estava sentado num clif pedindo o batedor, se podíamos julmariar... Ficamos na tensão por alguns minutos e resolvi iniciar uma ascensão pela corda dele, um puxão e nenhuma reação, uma pisada no estribo e nada, beleza, só subir. Julmariei os 30m e cheguei em outro platô muito bom com o Renato sentado com a boca na orelha curtindo o visul da serra. Esse foi o trecho mais complicado da via, ao contrário de toda a rota que seguimos, óbvia, pela fenda, neste trecho tinha que escolher por onde a via ia continuar, e o Renato acertou na mosca.
 O Sapo chegando eu assumi a ponta da corda e iniciei a escalada, já ví que tinha que fazer um artificial para chegar em um diedro uns 20m acima. Iniciei por uma caneleta com proteção marginal com objetivo de atravessar para a direita em parede praticamente lisa. Como não tinha nenhuma proteção bomba eu resolvi bater um pino, e logo ví que tinha uns lugares para os pés e uma fendinha de uns 15cm de comprimento numa laca uns 4m acima, pronto, "vou mandar em livre rapaziada", se arrependimento matasse... iniciei em livre e não consegui vencer o lance, sem pensar fiz um A0 com o pé no pino, mais uns movimentos pra cima e consegui proteger com um camalot 0.3 numa laca. Dá ultima vez que ví alguém proteger numa laca de arenito não precisou nem de uma queda pra estourar tudo, o Bruno na serrinha simplesmente sentou com uma peça numa laca mais larga que esse que protegi e em segundos foi parar 8m abaixo arregalado sem saber o que tinha acontecido, sem contar do bloco que passou do meu lado. Não foi muito bom passar isso pela cabeça na hora, mas fazer o que... Me bateu o mal de Elvis na hora. Toquei mais uns 4m nuns movimentos muito fortes pra mim, no limite pra cair, e conseguir colocar outra peça, um camalot 0.4 em outro buraco, neste trecho uma queda acabaria no platô uns 10m abaixo, consegui progredir mais um pouco e fiquei confortável num agarrão. A última proteção estava no pé, mais uns movimentos e coloquei um camalot 0.5 sentei na peça confiante, foi quando ela rasgou a fenda e sacou 2 cams, foi um belo aviso, o que tinha pra baixo não ia funcionar pra nada, uma queda neste ponto seria muito complicado, cairia no platô uns 15m abaixo a 150m do chão. Não consegui mais tocar pra cima, consegui equalizar 2 peças meia boca e bati um piton que entrou só a metade e desci.
7ª enfiada 30m VIIa/b A2 E3 


O Renato com a cabeça fria mandou o próximo lance e não conseguiu passar o artificial em móvel, ai o Sapo tocou o restante da cordada. Já estavamos com as mãos no cume, 185m de via e um trecho todo fragmentado, muito lindo com várias fendas pela frente.
8ª enfiada 25m VI E2


O Sapo continuou na ponta da corda e foi progredindo metro a metro, entrou numa chaminé e quando segurou num bloco ele se desprendeu e caiu sobre o Sapo. O bloco tinha quase 1m e imobilizou o Sapo, com muito esforço o bloco se rachou e foi ai que o Sapo conseguiu jogar umas das partes para fora e outra para dentro da chaminé. Alívio, mais 10m e cumeeeeeeeeee.

cume


2º rapel 


4º rapel


linha da via



Agradeço muito aos guerreiros Sapo e Renato que não exitaram e assumiram a bronca comigo rumo ao cume  do imponente Paredon.

Para repetição:
material necessário:
2 jogos de móvel similar ao camalot, peças grandes #5 e #6 ajuda muito;
3 cordas de 50m uma delas para direcionar o rapel entre a P4, P3 e P2, (pode ser um cordelete)
alguns nuts para laçar os rebites no 1º artificial;
e 500ml de cagibrina
Consideramos a via como um D5, local de acesso ruim e com pouca possibilidade de pernoite na base da via, então dormir na parede é um boa pedida pelo platô confortável e uma escalada mais tranquila. É possivel que uma dupla muito rápida consiga repetir em um dia, mas o rapel e as últimas enfiadas se torna um risco muito grande, melhor em 2 dias. Via toda em móvel com proteções dúvidosas em muitos pontos e com graduação técnica alta, mais um motivo da demora na progressão. Parede vertical e negativa. Trechos expostos de E3. Aconselhamos fazer uma parada móvel antes da P2, para que, em uma eventual queda, a parada esteja livre e evite um fator de queda nela e...só Deus sabe o que pode acontecer. A 7ª enfiada tem um trecho muito complicado, com uma sequência de proteções bem duvidosas, não sei o que pode acontecer numa queda, se sacar tudo E4, se não sacar nada E1, melhor não cair, lances de VIIa. Fora esses perrengues, diedros e tetos lindos, uma escalada incomum, só alegria e um belo visual da barragem do Rio São Bento e Vale do São Pedro.

Como é o comum, as graduações são sugestões dos conquistadores, precisa de algumas repetições para confirmar, e estamos ansiosos para ver as repetições. Bóra lá rapaziada.







segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Enfim o cume foi atingido

Depois de muito esforço, perrengues, planejamento e tudo que tem direito, o cume do morro da mina foi atingido pela 1ª vez. Eu, Renato e Sapo chegamos no cume, dos 200m de parede praticamente negativa, neste último domingo 02/10 por volta das 3hs da tarde, depois de ter dormido na parede. Foram 8 cordadas atingindo 210m de via praticamente toda em móvel. Para mais infos da via não percam o II Festival do Litoral Sul Catarinense que será realizado em Laguna este final de semana dia 08 e 09/10.







terça-feira, 6 de setembro de 2011

Serrinha movimentada e com “nova via”





O nosso amigo Nando grilo me intimou para uma escalada na serra, logicamente que na hora veio a idéia de apresentar o setor da serrinha para ele.  Divulguei  pra galera convidando todos para ir pro setor, o parceraço de ponta de corda, Bruno da garopaba vertical, já colocou o nome  na lista, mais alguns amigos da ASGEM se programaram e sábado 6 da matina entramos no cânion.  Já no setor nos dividimos em duas duplas, eu levei o Nando para a via falconídeo e o Bruno e Tony foram para transamazônica, os 3 não tinham escalado essas vias ainda.


Nando mandando ver na Falconídeo

Logo depois chega o Bongiolo e o Sid, ambos não conheciam o setor Também e pela cara gostaram hehhehehe.  Passamos por um ouriço destroçado por um felino, provavelmente, e fomos, eu e o Bruno, para uma nova rota ao lado do acampamento enquanto o Bongiolo, depois de repetir a falconídeo, e o Nando entraram na transamazônica. Com essas repetições da transamazônica cheguei à conclusão que as vias precisam de mais visitas, enquanto eu e o Sapo discutíamos, na conquista, se a transamazônica era um 5º ou 5sup a rapaziada achou que é um 6sup, teve até abandono de peças na parede por não conseguir passar o lance, e desistiram da via, que coisa não. Depois dessa, da repetição da lepidópteros, em outra ocasião, e a repetição da avalanche, chegaram a conclusão de uma nova graduação, a graduação serrana, e já deixaram um alerta, se cuidem com os 6º serrano kkkkkk. Mas ainda acredito que as graduações não estão tão baixas assim, falta se aclimatar um pouco com as escaladas na serra, ou estão mesmo, na dúvida, venha conhecer o setor, as vias precisam de repetições.










Créditos: Nando



Nando na Trasamazônica

depois do crux



Mas voltando ao foco, eu e o Bruno entramos numa linha animal ao lado do acampamento, a idéia foi fazer um artificial numa fenda em diagonal negativa muito linda. Mas vimos que a linha pode ser escalada em livre, mas não foi, deve ser algo em torno de 8º ou 9º grau, apenas um trecho tem que ser artificial com colocações de pítons, rurps e peckers, quem sabe um nut tbm.


 O Bruno tocou 20m fez uma parada em móvel e subi limpando, parei um pouco abaixo numa arvore mais confortável passei a parada pra baixo,e  o Bruno tocou mais 25m até chegar num chaminé muito lindo com fenda no fundo. Até ai tudo certo, apenas um vôo de uns 4m do Bruno numa peça que sacou. Nessa parada tivemos uma dúvida, estávamos a 45m do chão em linha reta, a via estava com 55m e não tinha mais como voltar pra linha da saída por causa do diagonal, até o momento nenhum pino batido. Tínhamos mais 15m de via até chegar num teto fendado, se virar o teto não tem mais volta, só cume, se parar embaixo do teto a corda não ia chegar no chão, estávamos com uma de 50m e outra de 60m, o tempo estava curto pra continuar a conquista pois tínhamos que escalar a transamazônica ainda pra recuperar as peças que ficaram na parede. Nessa parada eu e o Bruno estávamos sobre uma arvore um pouco seca, mas a parada estava solta, sem pressão alguma, ficamos na dúvida sobre o que fazer e no fim resolvemos parar por ali mesmo  e continuar na próxima investida. Aí que veio o problema, estávamos em dois na árvore, resolvemos tirar o peso de uma pessoa enquanto o outro rapelava pela árvore. Começamos a se arrumar e do nada a árvore vem pra baixo e quebra. E ficamos pela parada móvel, foi ai que surgiu o nome da via, NAS MÃOS DE DEUS, não pensamos duas vezes, deixamos a parada móvel com uma corda fixa lá para a próxima investida.







     . 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Escalada no Setor São Pedro

Texto retirado do blog do Sapo, fonte: http://climbadventure.blogspot.com/


Mas assim que o Filipe me convidou para conhecer o setor não pude resistir, logo já estava com a mochila pronta! Com a parceria do Kraus que me pegou as 5:30 da matina aqui no bote em Laguna pude mais uma vez estar em contato com essa galera parceria!

O setor São Pedro já é um dos setores principais da serra geral de SC , Para chegar ao setor se faz uma parte da trilha dos tropeiros, um dos principais acessos aos campos de cima da serra utilizada por décadas!! Cortando cânions rios e campos (em breve um relato específico sobre a trilha aqui no blog)
Quando avistamos a pedra logo já pude constatar o potencial do lugar uma imponente rocha que se ergue no vale!
Logo após pegar uma deliciosa água direta da vertente e passar pelo Abrigo São Pedro seguimos a trilha até a base das vias. Chegando na base das vias a reação não pode ser diferente! Alucinante!
Estávamos acompanhados pelo Filipe de guia, o Renato e a Fernanda e a Galera do Grupo Aventura de Palhoça (Kraus, esposa e o sobrinho (Luan rsrs) e eu de Laguna.
Logo batemos um rango enquanto descansávamos e já fomos planejando as vias que iríamos escalar.
O Filipe levou o Kraus e família para a via Caio logo o Renato já me convida para fazer a via Dona Julia....e já fala na seqüência...e se fizéssemos a via Lacata? Uhmm...fechado!!!

Então já fomos para base da via Lacata e logo o Renato se candidatou para guiar a primeira cordada, pois já tinha feito a cordada e tava com ela entalada,,,,, hehehe coisas da escalada, na ultima tentativa tinha tido uma queda no esticão que mais parecia um vôo, mas dessa vez tudo certo, saiu guiando em ritmo de quem sabia o que tava fazendo com muita classe dominou o platô e logo já tava na parada, depois de uns 25metros de uma linda escalada.

Então sai escalando de segundo e logo já fui me acostumando com a rocha, um arenito com uma consistência que a muito não tocava. Logo já fui buscando na memória o arenito que foi meu campo escola - Ivoti no RS - e a primeira cordada já se parecia muito com a Via das Rosas um das tradicionais do campo escala Bhene no RS.
Bom, ai todo mudou......cheguei na parada e o Renato passou a segunda cordada para mim...pois ele já tinha resolvido seu problema com a via...e eu só curti uma escalada tranqüila de segundo naprimeira cordada..um passeio.
Mas como tudo mudou? Simples...peguei a ponta da corda.... sai da parada logo costurei um grampo....fator 2 evitado, escala mais um pouco outro grampo, que beleza. Mas ai comecei a escalar...escalar e escalar...e la de vez em quando tinha um grampo hehehhe escalava escalava e escalava quando de repente achava um grampo ashahsha, resultado uma linda via onde o sangue corre rápido pelas veias!Uma escalada tecnicamente fácil, mas comprometida...cada movimento em seu lugar....

Estiquei uns 35 ou 40 metros até a ultima parada esperei o Renato chegar de segundo, curtimos um visual sem preço! A uns 60 metros do chão em uma via alucinante.
Para completar ainda fomos brindados com umas fotos tiradas do rio pelos nossos amigos Bode e Jr que no dia estavam fazendo a trilha do rio! Dois rapeis e logo estávamos no chão!!
Onde Logo fomos para o acamps com a boca la na orelha e o dia já ganho.....dei de cara com o Filipi tirando o maior ronco kkkkkkk pois já tinha feito muito esforço no dia escalado a via Caio depois escalado uma arvore para tirar fotos nossas na via Lacata kkkkkkk
Após acordar o amigo, combinamos em escalar a via Dona Julia, mas antes lembrei do Tatu que uma vez tinha me falado para escalar essa via conquistado por ele e que leva o nome do filho dele, aproveitei e logo entrei, linda via!
Quando terminei de limpar a via só tava eu no setor, parti para Dona Julia e o Filipi coloca pilha! – Vai sapo! Ai tu vai ver bem o que é o arenito da serra! La fui eu, mas meio desconfiado pela platéia que se arrumava nas arquibancadas e de capacete cogitei de não escalar e fui consolado pela Fernanda Vai La que essa é via das mulheres!! KKKK
Então tomei coragem catei umas costuras longas e entrei na marvada! Pega daqui pega dali e costura a primeira. Feito, no chão não caio mais, logo costura de novo mais um movi e já se quebra os pés heheeh ai vi o arenito que me aguardava....que distancia um grampo do outro! Arenito podre esticão, resultado de tudo: uma escalada delicada e tensa, mas gratificante ai costurar a parada e saber que não quebrou mais nada de agarras, baita sorte eu tive.
Para mim essa escalada teve  um significado diferente. Sai de casa apenas com uma mochila de 35 litros e equipamento básico, uma corda e 12 costuras longas. Um alivio não carregar pecas moveis e equipamento de conquista nas costas.
Repetir via como a Lacata nos fazem refletir quanto e como estamos evoluindo....
A via caio mostra o estilo de conquista da serra. Passa o crux depois costura, conquista é assim mesmo. E a via Dona Julia nos apresenta o Arenito da serra.
Os agradecimentos por essa escalda são muitos. Aos conquistadores das vias do Setor.
Aos Parceiros Filipi,Renato, Fernanda, Kraus e família e a minha querida Su que sempre me apóia nessas indiadas sendo estando ao meu lado, sempre falando vai lá Negao!!!
No sábado a noite a festa de confraternizacao foi na casa do Renato..a beira do fogão a lenha comendo pinhao, risoto e tomando um vinho, dando muitas risadas após um dia perfeito.
Gostaria de aproveitar o espaço para elogiar o alberge na casa do Filipi rrssrs que tem sido minha segunda casa kkk atendimento 5 estrelas.
Por tudo isso escalo e espero estar sempre em contato com as pessoas citadas acima.
Um Grande abc do sapo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cume na Serrinhaaaa

Convidei o Sapo para conquistar via no Canion da Serrinha, 6 horas depois ele estava na minha casa com a mochila cargueira até a boca. A princípio a idéia era entrar numa linha do lado do acampamento, mas antes mesmo dele chegar na minha báia eu vi outra linha óbvia, praticamente um caminho até o cume. Mostrei pra ele e já estava planejado a ação da empreitada, é cume.
Já no acampamento sábado demanhã cedo, passei um café e começamos a arrumar as parafernalhas, já me enfiei na frente e falei que a 1ª cordada era minha, saímos do camp, andamos 5min e chegando na base da via que tinha mato na saída vimos que com a chuva o mato desceu tudo, a parede estava limpa nos 1ºs metros, olhei a fenda, ainda longe, e a boca foi na orelha, -perfeito, vou sair em livre. Cheguei de frente pra fenda e ví que não tinha nada, só um risquinho de uns 15m, só entrava piton, rurp, pecker num arenito podre, toquei esses 15m com algumas proteções ruins e outras mais ou menos e o Sapo filmando cada peça que eu testava esperando vim tudo pro chão, hehhehehe, frase dele: "O meu, vamos pensar positivo, vai decipar a força nessas proteções até o chão, ai tem esses galhos aqui embaixo, tranquilo, mete pra cima.", só parou de falar, se levantou e foi uns 3m pro lado, kkkkkkk. Aí eu fiquei aliviado e não olhei mais pra baixo.


artificial na saída da 1ª enfiada

A história toda começou mais ou menos por ai, 1ª tirada do pé do chão já foi duvidosa. Primeira cordada foi quase toda em artificial, e o que foi livre foi trepa mato, kkkkkkkk. O Sapo pegou a ponta da corda na 2ª enfiada, passou um teto lindo cotado em 7b/c em móvel e tocou mais uns 15m até uma árvore, diz ele que estava aliviado por causa da proteção antes de virar o teto.


O que faz a força psicológica ein, beeem protegido, kkkkkk

Visão da P2

Me equipei com um monte de peças e toquei pra cima, escalei 35m e não usei uma peça, só foi pra engalhar tudo, todas as proteções foi em árvores. No final desta cordada eu cheguei em um diedro alucinante, 30m de peças do #1 ao #6 repetidos, o final é um off-with levemente negativo sem agarras nenhuma. Mas esse trecho só foi tocado pra cima no domingo, até na base do diedro 70m de via.

                                                                     eita coisa linda esse diedro



 Logo após a parte que a fenda do diedro fica larga, começa o mato e tapa a fenda, aí que a coisa começa a complicar novamente, 8m pro lado direito outra fenda com árvores, a saída era migrar pra lá. Iniciei a travessia em movimentos bem fáceis até acabar as agarras a 1,5m de uma árvore e a 6m pra direita de minha última peça, fiz um movimento rápido pra alcançar o pé num platô e juntei as mãos numa agarra beeeem ruim, o platô começou a descer, eram apenas bromélias, e a corda trancar por causa do arrastro da travessia, além de que o Sapo não me via, consegui pegar num galhinho que me deu equilíbrio e me puxei em direção a árvore, só me agarrei na árvore o platô caiu. Uma queda ali seria muito complicado, seria um voo de uns 12m em direção ao diedro, e bem provável de costas. Passado o perrengue foi só alegria, mais uma cordada de 40m bem fácil até o cume. Mas como foi só sofrimento desde o começo, assim que chagamos no cume chegou um temporal e tivemos que descer na chuva e o rapel foi complicado de achar, pois tinhamos que descer pela linha do diedro.
Resumindo tudo o que falei: via épafude D4 6º VIIb/c E2/3 A2 150m 1º cume na Serrinha. Parceria de Sapo, Filipe e os móveis infalíveis, nenhum pino batido em toda a via, ah, agora com parceria de um bolo de fitas também, kkkkkkkkkkkkk.
Sapo no Cume
Filipe no cume


Para um bom montanhista só o cume interessa!!!
















quarta-feira, 27 de julho de 2011

Godah, a terra das fendas perfeitas

Depois de um belo tempo de molho devido as chuvas, ou compromissos ou falta de parceria, voltei a escalar neste fim de semana passado. Fiquei sabendo que o cara que abriu o setor Godah, Santo Antonio, Treviso, estava vindo pra cá. Desde o final do verão o Zig se mudou pro norte do estado e eu não escalei mais com ele,
aproveitei a oportunidade da vinda pra cá e fui conhecer um pouco mais do setor Godah. Tinha escalado apenas uma vez lá e foi nas pressas, desta vez deu pra conhecer melhor o setor e seu potêncial. Estavamos numa galera animada, Zig, Aline, Marcio (Jaraguá do Sul), Elias, Bode, Thiago, Rafael e namorada, muita escalada, dedos ralados dos entalamentos na via gringa, falando em via gringa, parabéns ao Thiago que mandou muito bem a via, com direito a esticão e uma queda onde entortou o eixo do meu 0.5, hehehhehe, fazer o que né, e falando na via gringa, mais uma vez vou para o setor e não escalo a via, até tentei, mas nem cheguei na fenda, puxei a corda deixando as peças na parede, me encordo, coloco a sapatilha e toco pra cima, costurei a 1ª peça, costurei a 2ª, fui passando por ela em movimentos fáceis, rindo e conversando com a galera, do nada meu pé escorrega no limo que tinha na parede úmida e o voo é certo, uma queda sem esperar e traiçoeira, a peça sacou e fui direto pro chão, por sorte só os dedos da mão ralados e o coração que foi na boca e voltou.

primeiros metros da Jamais chegará a godah VIIa


Crux da via, fenda para micro friends


arco voltaico, fenda beeem estreita

Tathu na via gringa

acampamento

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vídeo Setor da Serrinha


Vídeo apresentado no 3º Encontro Sul Catarinense de Escalada e Montanhismo que aconteceu no final de semana do dia 11 e 12 de junho. Passei algumas informações sobre a abertura do setor da Serrinha, o trabalho que está sendo feito e as vias abertas. Veja o video aqui

Setor de escalada tradicional da Serrinha from Filipe on Vimeo.